O uso indiscriminado de medicamentos é uma realidade. São os famosos analgésicos e até mesmo remédios que são vendidos e consumidos de forma irresponsável, assim como colírios que podem ser facilmente encontrados nas farmácias. Mas já parou pensar nos danos que isso pode causar a sua saúde? 

De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sintox), da Fundação Oswaldo Cruz, o uso de medicamento é a principal causa de intoxicação no Brasil, perdendo até mesmo para alimentos estragados e produtos de limpeza. Na maioria dos casos, os pacientes acatam mais a indicação de amigos ou parentes, do que do próprio médico, o que pode causar agravamento de doenças já existentes no organismo e o surgimento de outras. 

Mas e os colírios? 

É cada vez mais comum a procura de colírios que possam amenizar os sintomas de doenças oculares. O crescimento dos casos está principalmente ligado a exposição excessiva a luz emita por dispositivos tecnológicos, que se tornou uma realidade em tempos de pandemia. 

Segundo o relatório emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostra que cerca de 2,2 bilhões de pessoas em todo o mundo sofrem de alguma deficiência ocular, sendo que da metade poderia ter sido evitada. 

O maior problema está no fato de que os colírios apenas abrandam os sintomas, já que existem cinco tipos (lubrificantes, antibióticos, antialérgicos, anti-inflamatórios e anestésicos), cada um com uma função especifica. E usar esses medicamentos de forma irresponsável pode levar ao desenvolvimento de doenças graves devido ao aumento da pressão intraocular, resultando por vezes em glaucoma ou catarata. 

Mas eu sinto que meus olhos não estão bem. O que devo fazer?

A resposta para a automedicação é sempre não. Para evitar danos futuros e por vezes irrecuperáveis, procure ajuda médica, pois o oftalmologista vai saber exatamente do que você precisa.